sábado, 11 de agosto de 2012

Entrevista com Valéria Zamparo


Hoje vou entrevistar uma Bondagista que sou fã e acredito que ela seja o sonho de centenas de Bondagistas brasileiros. Mulher forte, de atitude que realmente ama o seu fetiche e como a maioria dos Bondagistas anda a procura da parceria perfeita não só para o Bondage mas para vida. Com vocês: Valéria Zamparo.

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 1) Como foi a primeira vez que vc praticou selfbondage?
Re: Foi ainda na pré-adolescência, à noite, quando meus pais estavam dormindo. Depois de muito sentir uma inexplicável excitação ao ver cenas de mulheres amarradas na TV, certa noite resolvi experimentar em mim mesma a sensação de estar imobilizada. Na minha primeira experiência em selfbondage usei o próprio lençol para amarrar meus calcanhares. Logo percebi que ficar amarrada, por si só, não era muito estimulante. Daí eu comecei a mexer minhas pernas, para tentar me soltar. Foi uma revelação. O movimento do meu corpo tentando me livrar das amarras me trouxe um prazer que até aquele momento eu não conhecia. Na noite seguinte resolvi amarrar também meus pulsos, mas o lençol se revelou pouco prático, por isso decidi testar alguns materiais como fita adesiva, corda de varal e até corrente de bicicleta. Isso até descobrir as vantagens de usar faixas cirúrgicas, dessas que se vendem em farmácias, pois são ao mesmo tempo resistentes e flexíveis. Uso faixas cirúrgicas até hoje.


 2) Como foi a primeira vez que vc foi amarrada por um namorado?
Re: A primeira vez em que fui amarrada por outra pessoa foi bastante singela. Aconteceu no começo da adolescência, quando eu já estava mais experiente em matéria de selfbondage. Certo dia, enquanto estávamos nos beijando no sofá da sala, pedi para meu então namorado amarrar meus pulsos com um lenço de seda que eu usava na época, sob o pretexto de ter lido um artigo sobre "apimentar a relação" em alguma revista feminina. Pura invenção, mas que acabou gerando o efeito que eu desejava. Ele concordou na hora, o que me deu a indicação de como os homens encaram a visão da uma mulher imobilizada. Deitada no sofá, com os braços dobrados para trás, ele ficou sobre mim e começou a me beijar e me passar a mão, enquanto eu tentava soltar meus pulsos. Ele adorou, enquanto eu fui à loucura. Depois disso, com ele e com outros namorados, as amarrações ficaram mais complexas e a abordagem do assunto ficou mais sutil.


 3) Você já amarrou uma mulher? Como foi?
Re: Eu já amarrei uma grande amiga, que morou comigo algum tempo e que também era bondagette. Foi uma experiência maravilhosa, que repetimos várias vezes. A visão de uma mulher amarrada tem repercussões estéticas que não encontro em corpos masculinos. Como eu não consigo dissociar o bondage da parte estética, achei a experiência linda, todas as vezes que aconteceu. Ela se movia e gemia de forma diferente de mim, o que me excitava bastante, mas nunca "avancei o sinal" quando ela estava imobilizada.
  

4) Você já foi amarrada por uma mulher? Como foi?
 Re: Fui amarrada várias vezes pela mesma amiga mencionada na pergunta anterior. Foram ocasiões maravilhosas, pois às vezes, quando eu estava cansada de me mexer, ela me fazia um tipo de massagem pressionando levemente determinados pontos do meu corpo, o que me reacendia minha excitação. Isso quando ela não passava simplesmente a ponta dos dedos sobre meu corpo. Em raras ocasiões ela foi mais "ousada" comigo, mas isso não era a regra, pois ela costumava respeitar minhas convicções hetero.
 

 5) Sobre Bondage com sexo, o que você curte e o que não curte?
 Re: Adoro bondage com sexo, principalmente se for sexo selvagem, que combina mais com o fetiche. Se tiver um pouco de "hairpulling" e umas palmadas na bunda, então, fica perfeito. Só não gosto de sentir dor. Explicando melhor: não gosto de sentir um nível maior de dor maior do que o resultante das práticas que  mencionei na frase anterior, pois isso me tira o tesão. Ou seja, não gosto de "spanking", de "nipple clamps", de eletroestimulação e também não gosto de sexo anal. Por motivos que não têm a ver com dor, mas com textura e paladar, também não gosto de ser forçada a engolir esperma.


 6) Qual é a sua posição preferida para ser amarrada? E a mesma que você prefere para transar amarrada?
 Re: Não tenho posição preferida para ser amarrada, mas não gosto de posições que me provoquem incômodo muscular nem aquelas que não permitam me movimentar o suficiente para tentar me livrar das amarras. Posições "acrobáticas" não me interessam; prefiro sempre as mais simples. Com relação ao sexo, qualquer posição em que o namorado consiga transar comigo, está bem para mim.

 

 7) Quais celebridades brasileiras ou internacionais você gostaria de ver amarradas?
Re: No Brasil, eu diria Grazi Massafera, Paola Oliveira, Isis Valverde, Fernanda Paes Leme e Helena Ranaldi. No exterior, Famke Janssen, Michelle Rodriguez, Marisa Tomei e a velocista australiana Michelle Jennecke. A lista poderia ser maior, sobretudo entre as brasileiras, mas se eu visse nuas e amarradas as que mencionei, eu já ficaria satisfeita.


8) Você já passou por algum susto na prática de selfbondage? Já esteve perto de ser encontrada amarrada ou o plano de escape quase não deu certo?
Re: Na adolescência, quando ainda morava com meus pais, quase fui flagrada por eles algumas vezes. Na idade adulta, certa vez a maçaneta da porta de um quartinho onde eu estava totalmente imobilizada não abriu após algumas tentativas, mas o mecanismo da fechadura acabou voltando ao normal subitamente. Em outras ocasiões, recebi visitas inesperadas enquanto estava em bondage e tive de me soltar o mais rápido que pude. Felizmente, todos esses sustos tiveram final feliz, ainda que na hora fizessem meu coração disparar.


9) Cite algumas fantasias relacionadas ao Bondage que você ainda pretende realizar.
Re: Não sei se "pretendo" realizar essas fantasias ou se apenas "desejaria" realizá-las, mas vá lá: ser imobilizada no convés de um iate, à noite, ouvindo o ruído do mar e vendo as estrelas; ser imobilizada na cama da suíte de num palácio indiano transformado em hotel de luxo, com a brisa balançando as cortinas e sentindo o aroma de incenso e especiarias; ser imobilizada  na coluna de um resort nas ilhas gregas, contemplando o Mar Egeu no horizonte. Como se pode notar, minhas fantasias estão mais relacionadas a lugares e sensações do que a posições ou pessoas. A única exceção é que eu adoraria ser amarrada pelo Johnny Depp, contanto que ele não fumasse perto de mim.

  

10) Você acha que uma possivel popularização do Bondage enquanto prática sexual totalmente desvinculada do universo BDSM é uma utopia?
 Re: Sim, eu acho perfeitamente possível, mas acredito que isso vai ser um processo demorado, pois quase invariavelmente o imaginário popular associa o bondage ao BDSM. O universo BDSM remonta ao Marquês de Sade e a Leopold von Sacher-Masoch, respectivamente aos séculos XVIII e XIX, o que lhe dá uma antiguidade imbatível. Filmes associando bondage ao sadomasoquismo dominaram inteiramente o mercado do cinema erótico e o advento da internet só fez ampliar essa percepção numa escala mundial, a ponto de serem comparativamente raras as imagens na rede que dissociam o bondage da "parafernália" BDSM. Dessa forma, é até natural que as pessoas associem automaticamente bondage ao BDSM e, em consequência, tenham rejeição à prática, com medo de sentir dor. O termo "Love Bondage" foi criado muito recentemente e ainda vai levar tempo para se enraizar na mente do público em geral.

Mas a causa não está perdida, por assim dizer. Eu mesma já recebi mais de um e-mail de pessoas que se dizem aliviadas por encontrar alguém que pensa como elas, ou seja, alguém que sente prazer no bondage mas que rejeita o universo BDSM, por não querer provocar nem sentir dor, ainda que consensualmente. Daí a importância de blogs como o seu e alguns outros, que procuram desmistificar essa questão, divulgando o bondage como uma prática erótica tão natural em sua singularidade como qualquer outra, e que não precisa necessariamente estar ligada ao sadomasoquismo, pois é um prazer que se esgota na imobilização em si, sem acréscimos desnecessários. Só espero que, com uma maior divulgação desse aspecto natural do bondage, mais pessoas decidam "sair do armário", particularmente as mulheres, que são tradicionalmente mais tímidas ao expor seu lado fetichista. O importante é não desistir frente às dificuldades e continuar divulgando nossa visão do bondage como algo totalmente desvinculado do BDSM, seja em nossos relacionamentos pessoais, seja na internet ou mesmo em público, caso a pessoa não se importe em resguardar sua privacidade.

Adorei, espero que várias mulheres brasileiras se identifiquem com a Valéria Zamparo e saiam do armário compartilhando suas fantasias. Os Bondagistas agradecem.

sábado, 4 de agosto de 2012

Entrevista com Vh Carioca


Caros leitores; vou iniciar uma série de entrevistas com algumas pessoas que considero muito especiais no mundo virtual e quem sabe um dia eu consiga conhece-las no mundo real também. A primeira personalidade se chama Vh Carioca. Vh é um Bondagista com preferências muito especifícas que desenvolveu um trabalho muito detalhado sobre o Soft Bondage. Colecionador de fotos e vídeos sobre o tema a muitos anos, não seria exagero dizer que  o maior acervo do Brasil de fotos e vídeos pertence a essa simpática figura. Como ele esta em uma fase de reformulação do seu trabalho resolvi entrevista-lo com 10 perguntas que sempre foram motivo de curiosidade da minha parte. Vamos lá.

1) Como foi a primeira vez que você foi amarrado? Foi por um menino ou por uma menina?

Re: A primeira vez que fui amarrado foi mais ou menos dos 12 ou 13 anos e quem me amarrou foi a minha prima em uma brincadeira de polícia e ladrão. Na realidade a idéia da brincadeira era eu poder amarrá-la, mas fui surpriendido quando depois de ter sido amarrada, ela quis ser a polícia e me amarrar. Eu topei e não me arrependi, porque adorei ser amarrado também. Assim de lá para cá em todas as vezes que eu consegui amarrar uma mulher, eu dava um jeito de ser amarrado por ela.


 2) Como foi sua primeira experiência em Selfbondage?

Re: A primeira vez que pratiquei self, foi depois da experiência com a minha prima. Antes disso eu para me masturbar, deitava de bruços na cama, juntava meus pés, colocava as mãos para trás e ficava imaginando uma mulher amarrada, mas nem passava pela minha cabeça de que aquilo já devia ser um indício de que seria bom ficar amarrado. Depois que descobri, comecei a usar cordas para me amarrar.


 3) Como foi a primeira vez que você praticou bondage com sexo?

Re: Quando eu era pequeno eu nem namorei e todas as mulheres que amarrei nesta época foram amigas em brincadeiras (intencionais é claro), o que inviabilizava qualquer ligação do assunto com sexo. Eu aproveitava as brincadeiras para tirar fotos, que depois eu usava na hora de praticar o self. Só depois de um namoro duradouro (4 anos) é que comecei a praticar o bondage junto com o sexo ( Na realidade uma preliminar do ato sexual).

 

 4) Mais ou menos quantas mulheres você já amarrou?
 
Re: Devo ter amarrado umas 40 mulheres nesses 40 anos, sendo que não sei precisar a quantidade de vezes que amarrei ou fui amarrado, visto que amarrei a maioria delas mais de uma vez e as namoradas então muito mais.

 

 5) Você prefere amarrar ou ser amarrado?

Re: Eu adoro fazer as duas coisas e dificilmente faço uma sem a outra, sendo que normalmente amarro primeiro e depois sou amarrado. Para transar, normalmente nenhum dos dois fica amarrado, porque pratico o bondage como uma preliminar. Mas como também gosto de transar com elas por cima, já transei algumas vezes amarrado.



6) Você coleciona centenas de fotos e vídeos. Você tem noção mais ou menos de quantas fotos e vídeos você possui?

Re: Não sei precisar ao certo a quantidade correta de fotos e vídeos da minha coleção, mas de certeza já chegou na casa dos milhares. Curioso que quando comecei a colecionar ainda não havia internet e assim pouca disponibilidade de material, o que justificava colecionar para poder usar este material nos selfs. Hoje em dia porém com a disponibilidade de material que existe e que é produzido todo dia, a coleção acaba se tornando grande demais e pouco usada. Penso que hoje a coleção deva ser mais de qualidade, do que de quantidade e hoje em dia, depois de bolar um processo de organização, estou fazendo uma verificação do material onde vou deletar uma grande parte dela.



 7) Sobre amizades virtuais você conhece centenas de pessoas que curtem Bondage e na vida real você tem amigos bondagistas? São muitos?

Re: Infelizmente não. Na vida real só tive o prazer de conhecer uma mulher que curtia o mesmo tipo de bondage assim como eu, e só descobri isso porque a namorei. Todas as amigas e namoradas que amarrei não eram bondagistas e apenas entraram na minha onda porque foram brincadeiras divertidas e no caso das namoradas elas viam que meu desempenho sexual era muito melhor com a preliminar. Acho porém que a culpa por isso é nossa mesmo, afinal por receio de ser discriminado na vida social e profissional, não assumimos publicamente que gostamos disso, o que dificulta que nos encontremos.


 8) O que você curte e o que não curte em relação ao Bondage?

Re: Bom, para início de conversa, eu não curto bem o bondage no conceito que é público, mas sim uma espécie (ou tipo) de bondage. A denominação mais próxima do que eu curto seria light-soft & Love-bondage, ou seja, um bondage leve e romântico com muito carinho e sem nenhuma espécie de violência. É simplesmente gostar de ver uma mulher amarrada e a sensação de ficar amarrado.
 

9) Pelo tempo que eu te conheço você tem vários blogs, vários grupos de fotos e um material muito extenso de bondage que você já reformulou uma ou duas vezes pelo que eu me lembro. O que você acha que esta faltando para o Bondage se popularizar? Informação se depender de você tem de sobra.

Re: Ainda falta muita coisa para o bondage se tornar popular. É necessário uma evolução cultural das sociedades para poderem entenderem e respeitarem as diferenças entre as pessoas não só em relação as diferenças sexuais como qualquer outra diferença. Precisa que sejam feitos mais estudos por parte dos especialistas visando demonstrar que a natureza humana dá origem a milhares de desejos sexuais diferentes ( alguns incomuns) e que o fato de você sentir algum deles não significa que você seja doente, pervertido ou anormal. Estes estudos dariam origem então a uma classificação com espécies e sub espécies com seus conceitos e demonstrariam as diferenças não só entre eles como também em relação aos termos genéricos ainda hoje usados e mais conhecidos, evitando assim a confusão e a dificuldade do entendimento por parte das pessoas. Sabendo que isto é um processo muito lento, acho que a curto prazo a melhor coisa que poderia acontecer é um bondagista, ou melhor uma bondagista (sendo mulher evita que relacionem o bondage com machismo) se tornar uma celebridade e assim poderem falar publicamente do assunto, porque nossa sociedade adora imitar as celebridades.


 10) Nessa nova reformulação do seu trabalho você já definiu objetivos e metas a atingir? Qual é o foco dessa nova reformulação?

Re: Esta, que espero seja a última reformulação tem dois intuitos principais. O primeiro é tornar o blogger uma coisa divertida para mim, sem nenhuma obrigação de produzir postagens diárias e sem preocupação de ficar tentando convencer as pessoas de que isto é normal e não doentio, ou seja, relaxei em relação a esta sociedade ignorante e intolerante. Porém, como fui um dos primeiros a escrever sobre o assunto e talvez algum especialista chegue ao meu blogger em busca de informações sobre o assunto, estou preparando um material didático em linguagem simples que talvez possa explicar a todos que lerem que existem milhares de desejos sexuais diferentes (sendo vários incomuns), que isto não significa uma doença, uma perversão ou uma anormalidade, que muitos deles tem desejos semelhantes (mas são essencialmente diferentes), que os termos mais conhecidos tem conceito genérico que não traduzem a realidade  e mostrando que meu desejo tem limites e que se resume simplesmente a um lado estético de achar bonito uma imagem de uma mulher amarrada e adorar a sensação de ficar amarrado, sem nenhum tipo de violência, dor, dominação ou submissão).


Esse foi Vh Carioca, grande entusiasta do Bondage. Obrigado pela entrevista brother. Dos leitores espero comentários e quem quiser ser entrevistado também, fale comigo pelo Facebook Cezar_Shinobi. Um abraço.

domingo, 29 de julho de 2012

Em busca das Bondagettes perdidas

Em busca das Bondagettes perdidas
 

É a segunda vez nesse ano de 2012 que atualizo o meu blog. Dessa vez além de jogar mais opiniões no ar ainda mudei o nome do Blog para ''Pensamentos de um Bondagista''. Eu sempre gosto de escrever quando alguma coisa me inspira a isso. Minha amiga Valéria Z. lançou em seu blog recentemente uma postagem que me motivou a procurar a resposta para a seguinte pergunta. ''Onde estão os jovens bondagistas?'', ao refletir sobre isso me veio uma outra pergunta: ''Será que existem jovens bondagistas?''. Porque esse pensamento estranho veio na minha cabeça? Analizando as histórias do despertar dos desejos dos meus amigos bondagistas e da minha própria história cheguei a conclusão que as novas gerações não tiveram e nem terão os mesmos estimulos que a minha geração teve para ''despertar esse fetiche''. Pouco provável que os jovens de hoje tenham assistido ou tenham interesse em assistir desenhos da Penélope Charmosa, seriados antigos como da Mulher Maravilha e outros onde de alguma forma a heroína era amarrada e tinha que ser salva ou tinha que se salvar sosinha. Alguns desenhos animados de hoje como ''Três espiãs demais'' me mostraram diversas cenas onde as heroinas adolescentes eram amarradas e alguns seriados adolescentes mostraram uma ou outra cena. Será que isso foi o suficiente para despertar o desejo e a curiosidade desses jovens de amarrar ou serem amarrados?


 

 Fato é que adolescentes e até crianças de 10 anos se quiserem hoje em dia obter informações sobre sexo na internet elas conseguem facilmente. A galera da minha geração descobriu esses prazeres sosinhos ou trocando idéia com amigos e amigas de escola. As etapas do desenvolvimento eram respeitadas, crianças brincavam, adolescentes se masturbavam e adultos transavam. Com o passar do tempo essas etapas passaram a ser puladas. Hoje em dia adolescentes transam e crianças já dão beijo na boca. Tenho alunas de 10 anos que já beijaram até de lingua. No meio desse mundo acelerado de hoje cheio de estimulos e informações será que existem jovens bondagistas? Será que eles sabem a diferença de Soft Bondage para BDSM? Alias Soft Bondage é um termo novo que começou a ser difundido pelo Vh Carioca em grupos de discussão sobre Bondage no orkut e assimilado por mim e outros colegas Bondagistas.



Acredito que blogs como o meu, o da Valeria Z e do Vh Carioca são fundamentais para informarmos aos jovens bondagistas que eles não precisam se tornar BDSMers para praticar Bondage. Quanto mais postarmos nossas experiências, opiniões e informações maior será a aderência ao estilo Soft Bondage por meio dos jovens bondagistas. Vejo dois grandes obstáculos para esses procedimentos se tornarem eficazes. Primeiramente é o grande poder que a cultura BDSM tem no mundo com centenas de adeptos, festas, convenções, eventos etc o que torna impossivel pelo menos hoje desvincular as práticas de Bondage das práticas Sadomasoquistas e Masoquistas. O segundo é como encontrar e abordar esses jovens bondagistas que devem estar perdidos em um universo pornográfico virtual cheio de opções e liturgias procurando por alguma coisa que se assemelhe ao que eles tem em mente. Conheço gente adulta e de até certa maturidade que procurou a vida inteira um parceiro ou parceira que realiza-se suas fantasias e na falta disso resolveu se render e se tornar adepta ao BDSM sabendo que seguramente de uma certa forma seus desejos seriam realizados.


O tempo tá passando, o mundo tá cada vez mais louco, eu sei que alguns bondagisttas terminaram relacionamentos de anos devido ao Bondage. Eu sou vítima desse fato. Em Dezembro de 2011 coloquei minha ex-namorada na parede. ''Ou você satisfaz minhas fantasias de vez em quando ou paramos por aqui''. O texto foi um pouco mais longo que esse mas atingi o meu limite, não dava mais para continuar e hoje estou solteiro. Preciso de uma Bondagette ou de uma pessoa que aceite praticar de vez em quando. Infelizmente para um bondagista se satisfazer é muito dificil hoje em dia. Se ao menos existisse um disque Bondage mas qual garota de programa se deixaria ser amarrada? Quem confiaria em uma garota de programa para te amarrar? Soft Bondage (Bondage ssem sexo) dá até para conseguir praticar enganando alguém para te amarrar mas Nude Bondage e Love Bondage já é mais dificil.



Precisamos de muito mais do que três blogs para divulgar informações sobre Soft Bondage, Love Bondage, Selfbondage e Nude Bondage. Precisamos de centenas, precisamos de celebridades nos apoiando, precisamos ministrar palestras, realizar eventos para conseguirmos aos poucos nos desvincularmos do mundo BDSM. Precisamos de um bondagista fielmente retratado em uma novela da globo ou em um reality show. Quem vai dar a cara a tapa? Dificil né? Temos familia, trabalho e esse tipo de divulgação pode nos prejudicar se souberem nossas identidades. Complicado mas estou trabalhando nisso. Estou tentando convencer alguma celebridade a me ajudar na divulgação do meu trabalho e no trabalho do Vh Carioca. Tô esperando um retorno da Bruna Surfistinha e da Nubia Oliver. Mas já estou pensando em outros programas como Penetra do canal Sexy Hot e Papo Calcinha da Multishow.



Em breve novidades no blog com entrevistas polêmicas e surpriendentes com grandes Bondagistas como Vh Carioca e Valeria Z. Também pretendo entrevistar Marcio J. San, Misty e se possivel alguma celebridade. Se mais alguém quiser relatar suas experiências através desse Blog por meio de uma entrevista por favor entre em contato comigo pelo Facebook. Cezar Shinobi é o meu nick. Me procurem Bondagistas.
 




domingo, 22 de janeiro de 2012

2012: Fim do mundo ou início de uma nova era?


Muito se especula sobre o que vai acontecer em Dezembro desse ano. Após muita reflexão resolvi ligar o botão do foda-se e correr atrás da realização das minhas fantasias bondagistas. O Facebook, o Twitter e os Blogs ''Estranho Desejo'' e ''Amarrar ou ser amarrado'', além do meu próprio Blog ''Diário de um Bondagista'' tem me ajudado na tentativa de conversão de algumas pessoas ao mundo do Bondage.

Pelo Twitter eu já incomodei  várias famosas da tv e por causa disso levei uma série interminável de Blocks. Embora minhas idéias não tenham sido devidamente reconhecidas a ex-BBB Fani e a fabulosa Juju Salimeni ex-Pânico atual Legendária fizeram ensaios sensuais onde praticaram Bondage. Na última Playboy a Vanessa Zotth garota da escolinha do Gugu tirou algumas fotos amarrada e vendada coisa light mas interessante. Até agora eu vi muitas fotos ''legais'' nas revistas masculinas, porém, nenhuma foto que excitasse verdadeiramente o público Bondagista. Sei que muitos bondagistas adorariam ver a Juju ou a Fani em um Hogtie nuas em pelo e com carinha de brava ou de medo devidamente amordaçadas ou não.
 

Entrei em contato com a querida Nubia Oliver e aguardo resposta de um possivel ensaio bondagista onde eu me candidatei a auxiliar na amarração e nas posições. Ousado né? Enfim, se ela topar será um ensaio polêmico e tenho certeza que ela fará de tudo para agradar a galera Bondagista. Meus próximos alvos são a Dani Bolina, Nana Gouveia e Joana Machado. Entretanto eu sei que seria muito mais eficaz conhecer um produtor de filmes que tenha influência e que tope realizar um filme falando sobre o assunto de uma forma autobiografica. Quem faria o meu papel? Gostaria que fosse o Wagner Moura hehehe. Quem faria o papel da Valéria? Gostaria que fosse a Ana Paula Arósio mas a Val deve ter uma preferida. E quem faria o papel do Vh? Essa resposta fica pra você amigo.
 

 Esse filme passando no circuito nacional e de repente sonhando muito alto concorrendo a um oscar seria a vitória final. Enquanto isso não acontece voltamos a realidade e continuemos a batalha. Vou usar toda minha astúcia para amarrar o maior número possivel de mulheres esse ano. As estratégias já estão prontas e já estou botando em prática, se tudo correr bem já terei duas sessões de Soft Bondage nessa última semana de Janeiro. Se o mundo vai acabar eu não sei mas cansei de ficar deixando a vida me levar, estou correndo atrás do que eu quero.



domingo, 9 de outubro de 2011

Bondage no mundo real


Este blog esta dando uma série de defeitinhos que estão me irritando, em breve talvez eu mude para um outro mas por enquanto vou ficando por aqui mesmo. O tema de hoje vai direto ao ponto ''muito se fala e pouco se pratica'' quando o assunto é Bondage. Ando meio afastado do Blog, do Facebook e do Twitter porque pelo menos para mim essa frase é verdadeira. Só falo do assunto de experiências passadas, técnicas, fantasias, o que anda rolando na mídia mas eu mesmo tenho praticado muito pouco. Depois da saga Chantagem emocional praticamente as sessões de Bondage foram poucas. A ficha caiu é preciso falar menos e agir mais. Por isso estou agindo mais na vida real usando o Facebook do meu nome verdadeiro para investigar, provocar e quem sabe conseguir algumas experiências verdadeiras de Bondage.
 
 Rolou uma experiência com uma grande amiga que foi inesquecivel mas infelizmente acho que essa será a primeira e última. Coisas da vida real. Estou com uma outra oportunidade engatilhada com outra amiga de Facebook só que esta não é Bondagette, porém, ela é Bondagista. Ela ''gosta muito'', palavras dela de amarrar o parceiro, provoca-lo e leva-lo ao orgasmo. Após muita conversa descobri que ela não curte BDSM e pode ser considerada uma Bondagista porque ela curte ver a frustração do cara ao tentar se soltar e não conseguir e enquanto o cara ''tenta'' escapar ela fica provocando o cara com muito ''carinho''. Esse lado ''dominadora'' é uma coisa que eu venho a muito tempo procurando em uma mulher e estou investindo na possibilidade de praticarmos esse esporte juntos. Infelizmente ela não curte o outro lado que é ser amarrada, ela confessou que a idéia já a deixa muito angustiada. Vou tentar convence-la a gostar. 


 Praticamente desisti de investir em celebridades pelo Twitter, é dificil uma resposta que seja ''realmente da pessoa'', muitas famosas tem acessores que respondem as mensagens por elas e as que respondem tem muitos fãs por isso selecionam muito rapidamente o que leêm para poder ter tempo de responder a maioria dos fãs. Resolvi investir diretamente nos digamos ''patrões'' das celebridades, então sempre que posso mando sugestões para as produções dos programas de tv fazerem provas de game show onde tenham cenas de Bondage. Mas até agora nenhuma das minhas sugestões virou. Viva a vida real!








domingo, 7 de agosto de 2011

Struggling: Porque gostamos tanto?


Tenho certeza que para os bondagistas que curtem amarrar suas vítimas o prazer de ver é potencializado pelo Struggling, pelo menos para mim quanto mais a garota se contorcer mais excitado eu fico. Por outro lado quando estou amarrado gosto de me contorcer bastante também, a imobilidade total não me agrada mas acho que deve agradar alguns bondagistas.
  
Acho que a reação natural de uma pessoa que nunca foi amarrada é um struggling rápido de alguns segundos e em seguida os movimentos passarão a ser estratégicos como de procurar os nós. Talvez algumas pessoas mais agitadas prolonguem o struggling por mais tempo antes de começar a realizar movimentos estratégicos, porém, dentre todas as pessoas que amarrei notei diversas reações diferentes. Algumas tiveram um struggling inicial por mais tempo outras nem chegaram a fazer o struggling partindo logo para movimentos estratégicos, outras fizeram um struggling, depois mudaram para movimentos estratégicos e depois voltaram ao struggling, enfim, reações diferentes mas nada comparado com as reações dos vídeos de Bondage.

Em alguns vídeos de Bondage dá para ver que as atrizes representam, óbvio né? Gostaria de ver na vida real algumas situações de alguns vídeos como da bondagette bravinha que dá umas esperneadas de vez em quando, da bondagette ingênua que fica surpresa quando sua amarradora diz tchau, sai de cena e essa bondagette entra em desespero e da bondagette feliz que curte cada momento com rizadinhas até que depois de um tempo sua amarradora sai da sala e ela começa a pedir socorro, e por último eu queria ver a reação real de uma bondagette que esta acordando amarrada totalmente nua sem ninguém a sua volta.
 

Sonhar não custa nada né? Eu sei que vida real é diferente mas quem sabe. Tenho curiosidade de saber como algumas bondagettes praticam seu struggling se de forma alienada ou com movimentos estratégicos, pelo menos comigo meu tesão aumenta potencialmente quando descubro que os movimentos estratégicos não funcionarão que não alcanço os nós e que o escape é impossivel. Se debater até cansar é um ótimo exercício embora nunca tenha pensado nisso antes como uma modalidade aeróbia, talvez use isso com alguma aluna. Brincadeiras a parte, porque será que o struggling nos fascina tanto?

sábado, 30 de julho de 2011

Redes Sociais

  
Me lembro como se fosse hoje. Em 1998 descobri a internet, em 1999 comprei meu primeiro computador criei minha primeira conta de e-mail e comecei a trocar idéias com algumas alunas da academia, conversa vai, conversa vem e acabei no bom sentindo é claro selecionando algumas vítimas para praticarem Bondage comigo. Pouco tempo depois conheci um grupo de discussão que eu nem sei se existe mais que se chamava Desejo Secreto e aprendi muitas coisas interessantes, mas descobri que esse grupo não era a minha cara. Fui convidado duas vezes para participar de encontros BDSMers e por medo eu não fui.
 

Não entrei na onda do MSN mas entrei na onda do Orkut, a minha primeira identidade foi Tigre Bondage Lover depois mudei para Shinobi Bondage Master e por último para Marcos Shinobi, conheci muita gente legal e tive outras oportunidades de me relacionar com essas pessoas, porém, mais uma vez o medo me bloqueou. Formei comunidades, exclui comunidades, participei de comunidades, sai de comunidades, discuti com algumas pessoas, enfim, rolaram coisas interessantes no Orkut.
 

Uma das coisas que aprendi no Orkut é que existem muitas pessoas falsas, eu tenho amigos e amigas pessoais que conheceram, encontraram e transaram com pessoas que conheceram pela internet, porém, ninguém era fake, ninguém tinha uma identidade secreta embora mesmo assim esse tipo de encontro ao meu ver seja arriscado. Confesso que eu gostaria de me encontrar com uma amiga virtual que conheço a alguns anos mas acho que ela é mais paranóica do que eu. Tem dias que dá vontade de pegar um avião para Brasilia e mandar uma mensagem para ela ''tô aqui em tal lugar, se quiser me encontrar essa é a chance'', quase certeza que ela não iria mas pelo menos ela iria pensar duas vezes.
 

Voltando ao tema meu próximo investimento foi no Twitter, ferramenta interessante onde tentei e ainda tento me comunicar com algumas pessoas famosas com o objetivo de divulgar o Bondage. Apesar de não levar os créditos acreditem ou não sugeri a Fani ex-BBB que ela fizesse um ensaio sensual amarrada e não é que ela acabou fazendo. Após uma certa insistência Tania Oliveira uma ex-Panicat me disse que até faria um ensaio sensual amarrada se alguém pedisse e pagasse bem mas ela confessou não curtir o lance, Nubia Oliver me convidou para participar do programa dela que fala sobre sexo e até sugeriu de eu amarrar uma modelo no palco e brincou que gostaria de me amarrar no programa, lógico que eu não topei mas estava doidinho para topar. Enfim, a maioria dos famosos não me deu bola mas ainda estou na luta sugerindo brincadeiras para o programa Pânico, provas para rolarem nos reality shows como Big Brother, Fazenda etc. Então se vocês verem algum tipo de Bondage nesses programas pode ter certeza que foi uma das centenas de sugestões que mandei para eles.
 

Minha última aquisição foi o Facebook, achei fantástico o esquema dessa rede social de podermos postar fotos, vídeos, links e trocar idéias quase instantaneamente com nossos contatos e ainda podemos ter grupos de discussão como no orkut embora eu ainda não tenha sido convidado para entrar em nenhum. Vejo no Facebook a oportunidade de conhecer mais intimamente meus contatos como sugeriu um amigo de Blumenau e quem sabe eu crio coragem de conhecer algumas pessoas pessoalmente.
 

Fica a propaganda então: Blog: Diário de um Bondagista, E-mail: Marcos_Shinobi2010@hotmail.com, Twitter: @marcos_shinobi, Orkut: Marcos Shinobi, Facebook: Marcos Shinobi